Historinhas são tão importantes para a criança, quanto a necessidade de brincar.

A professora de jardim de Infância deve contar histórias diariamente. Estas podem ser conhecidas ou novas, dependendo do interesse da turma, sendo que o número de repetições é ilimitado.A escolha das histórias deve ser feita entre os livros de pouco texto, linguagem simples e com ilustrações grandes e sugestivas, atendendo às diferentes necessidades da turma.

Exemplo: A professora sabe, por informações dos pais, que uma das crianças do grupo tem problemas de alimentação; ela, então, poderá contar uma história do COELHINHO MANHOSO.

No preparo de um plano de trabalho atender-se-á a diferentes itens, dentre os quais:

  1. Horário – Em jardim, com exceção das atividades em que a escola necessita que haja uma coordenação de horário das turmas (lavagem das mãos, merenda, higiene dentária, recreio, repouso), o horário não pode ser rígido.
    As atividades deverão surgir do modo mais natural possivel e de acordo com as oportunidades.
    A criança não deve sentir que há “hora da história”. Para tal a professora deve usar todos os artifícios.
  2. Local e Arrumação – A professora poderá contar a história dentro da sala, no pátio, com as crianças sentadas nos degraus de uma escada, no jardim, etc.
    Quanto à arrumação, as crianças deverão ficar de frente para a professora de modo que todas vejam perfeitamente o livro, a professora dramatizando a história ou o material que está sendo usado
  3. Motivação – A criança não deve perceber que a professora deseja contar uma determinada história. Cabe a esta, pondo em jogo toda a sua habilidade, levar o interesse do grupo a um ponto tal que a história venha a ser solicitada pelo mesmo.
  4. Apresentação da História – A professora precisa conhecer bem o texto da história porque ela não deve ler mas sim, contar; e contar com linguagem simples, ao alcance do grupo que a ouve.A história deve ser contada com o auxílio do material (livro, desenhos no quadro negro, fantoches, gravuras, figuras dos personagens recortadas em cartolina, teatros de sombra e de vara, etc.) porque a criança de jardim precisa de algo concreto para poder seguir a sequência do que lhe está sendo contado.

    Durante a história a professora pode, de vez em quando, solicitar a cooperação da criança – por exemplo: “… e agora, diz ela virando a página e mostrando às crianças; Olhem quem vem falar com o cãozinho … isso mesmo o padeiro.
    Este artifício poderá também ser usado quando a professora perceber que houve um momentâneo desinteresse das crianças.

  5. Comentário – Embora a história, para a criança, seja sempre apenas recreativa, a professora não deve deixar escapar esta esplêndida oportunidade de aumentar os conhecimentos do grupo por meio de comentários sobre a mesma.Para isso, a professora, ao escolher a história, deve prever o que de interessante e útil poderá conversar com as crianças.

    Exemplo: Numa história em que um cãozinho fala com pessoas de diferentes profissões, o assunto do comentário pode ser encaminhado para as “profissões” – as da história, outras que as crianças conheçam e algumas que a professora hábilmente lembra.

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