Arquivo de 14 julho, 2008

“Quando alguém se interessa pelo que faz, é capaz de empreender esforços até o limite de sua resistência física”. Jean Piaget

Jean Piaget

veja como vc pode melhorar o seu fantoche de caixa de leite;

Como fazer

1. A caixa vira cabeça

Cacá Bratke

Cacá Bratke

Cacá Bratke

Cacá Bratke

Encape a caixa de leite com o plástico adesivo marrom como se fosse um presente. Capriche no acabamento. Com a caixa deitada, marque o centro e corte com o estilete a frente e as laterais.

2. Roupinha de pano

Cacá Bratke

Cacá Bratke

Dobre a caixa para fora marcando bem a parte de trás, que ficou sem cortar. Dessa maneira, já é possível ver a boca do fantoche. Coloque o tecido em volta das bordas da caixa. Para fazer o acabamento, vire a ponta do pano e fixe com cola quente. Não estique muito o tecido na hora de colar para não atrapalhar a articulação da boca.

3. Olhos, cabelos e boca

Cacá Bratke

Cacá Bratke

Misture um pouco da tinta marrom com a creme e pinte as duas bolinhas de isopor. Espere secar e cole um olho de plástico em cada uma. Fixe as bolinhas na parte de cima da caixa. Separe uma mecha de cabelo e cole entre os olhos e o tecido da roupa. Desenhe o lábio inferior e o superior no plástico adesivo rosa e cole na caixa.

4. Tipos diferentes

Cacá Bratke

Cacá Bratke

Para confeccionar fantoches de outros tamanhos, use diferentes embalagens. A boneca de cabelos encaracolados mostrada na foto ao lado foi feita com caixa de maisena, mas você pode usar embalagens de gelatina ou de suco. Mude também a cor da pele e dos olhos e o tipo de cabelos.

Fotos Cacá Bratke/Produção Samir Zavitoski, Assistente Susi Ramos, Agradecimentos Papéis Rolomax e Tecidos Fernando Maluhi

MATERIAL NECESSÁRIO

Cacá Bratke

Cacá Bratke

1 caixa de leite

1 pedaço de plástico adesivo marrom com 32 por 25 centímetros

1 retalho de plástico adesivo rosa

2 bolinhas de isopor com 3,5 centímetros de diâmetro

Tinta acrílica marrom e creme

Mechas de cabelo sintético

2 olhos de plástico para bonecos

1 pedaço quadrado de tecido com 50 centímetros de lado

Lápis ou caneta

Fita métrica

Tesoura

Estilete

Pincel chato no 10

Cola quente

e pistola de aplicação

bloquinho de eva

Cristina Guimarães

Execução Cristina Guimarães

MATERIAL NECESSÁRIO

Cristina Guimarães

Execução Cristina Guimarães

2 pedaços de EVA azul com 10 por 8,5 centímetros cada um

4 pedaços de EVA de diferentes cores com 4 por 3 centímetros cada um

2 flores e 4 corações recortados em EVA de diferentes cores

Tinta relevo prata com purpurina

Agulha e linha vermelha para bordar

Tesoura

Cola quente e pistola de aplicação

Como fazer
Una os dois pedaços grandes de EVA pelo lado maior usando agulha e linha para bordar. Deixe uma sobra de linha de aproximadamente 8 centímetros de cada lado. Faça o acabamento amarrando um coração em cada ponta. Cole os quatro retângulos na capa e, por cima deles, as flores e os corações que sobraram. Por fim, decore com tiinta prata.

Partindo da própria experiência, alunos adultos estudam os conceitos de trabalho e emprego e compreendem que as dificuldades que enfrentam têm raízes no passado

Estudantes adultos, na maioria desempregados. Muitos deles, distantes da terra natal e com anos de experiência no mercado de trabalho não especializado. Em comum, a vontade de recuperar o tempo perdido nos estudos, interrompidos pela necessidade de trabalhar. Era esse o perfil da turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) para a qual lecionava em 2003 o Professor Nota 10 Ricardo César, do Centro Educacional dos Pimentas, em Guarulhos, São Paulo.

Não por acaso, as primeiras aulas de César foram exatamente sobre trabalho e emprego. Os conceitos, que guardam estreita relação, muitas vezes são confundidos. Trabalho é qualquer transformação que o ser humano faz na natureza, com um determinado fim. Emprego é uma relação estável, mais ou menos duradoura, entre quem detém os meios de produção e quem produz. Apresentado assim, o tema parece árido, à primeira vista. Mas para quem tem a chance de compartilhar a própria trajetória profissional com o professor e os colegas de classe, como fizeram os alunos de César, ele se torna claro e ganha mais sentido.

Plano de aula

Vínculo é chave contra evasão

Objetivos

César levou os alunos a compreender a diferença entre trabalho e emprego e a importância da atividade produtiva na sociedade. Mostrou a eles que o problema do desemprego não é pessoal, mas histórico. E deu a cada estudante condições para interpretar as informações divulgadas pela mídia e relacioná-las com a globalização econômica. Além disso incentivou a expressão de idéias por meio de debates e da escrita individual e coletiva. Por fim, organizou um levantamento de dados socioeconômicos do bairro, com pesquisas de campo.

Fotos Gustavo Lourenção

Teatro: timidez virou coisa do passado

Em média, apenas 30% dos alunos de EJA não se evadem, segundo o Ministério da Educação. Na turma do professor César, dos 25 que iniciaram o curso, 20 concluíram, ou seja, 80%. O sucesso de audiência se deve à criação de um vínculo entre todos, incentivado desde o primeiro dia. “Hoje somos uma família. Quando alguém falta, vamos atrás para saber o que houve e oferecer ajuda”, confirma o estudante José da Silva Marques, de 35 anos.

Para quebrar o gelo

Na primeira aula do ano, com a turma dividida em duplas, César pediu aos alunos que se apresentassem ao colega. Quem sou? Onde moro? O que faço? O que estou sentindo? Ao término dos diálogos, cada um introduziu seu parceiro à turma. Era só o começo. César sabia que as experiências pessoais seriam um excelente ponto de partida para falar de trabalho e emprego. Na aula seguinte, com todos mais descontraídos, apresentou sua proposta para o semestre e estabeleceu com os alunos um contrato didático, no qual definiu temas e as responsabilidades de cada um, alunos e professor . A sensibilização e a motivação para as primeiras discussões foram incentivadas com a poesia Operário em Construção, de Vinicius de Moraes, e com a canção Construção, de Chico Buarque, verdadeiras críticas sociais às condições do trabalhador brasileiro. Em seguida, César pediu a cada um que preenchesse uma ficha descrevendo a própria trajetória profissional e que depois registrasse as informações numa linha do tempo.

Do pessoal para o coletivo

A turma, dividida em grupos, passou a analisar e comparar as linhas do tempo, destacando elementos comuns e debatendo sobre fatores externos que influenciaram as histórias ali documentadas: recessão, busca de oportunidades em centros urbanos, evolução dos meios de produção e mudanças nas profissões. Cada vez que um novo argumento surgia, César trazia textos para aprofundamento teórico, estimulando a leitura. Assim, definiram os conceitos de trabalho e emprego. A intenção era alertar os alunos para o fato de que as histórias profissionais não eram frutos do acaso, mas resultavam de relações e condições sociais cheias de complexidade.

Pesquisa de opinião

Com debates cada vez mais intensos, professor ampliou a perspectiva histórica sobre o assunto. Por que o desemprego? Por que os vínculos empregatícios são cada vez mais frágeis? Por que as distinções de gênero, tanto na natureza das funções quanto na remuneração? As respostas vieram após outras leituras, intercaladas com a exibição de filmes e documentários. Dessa forma, passou a fazer sentido estudar Revolução Industrial, trabalho no Brasil colonial, Consolidação das Leis do Trabalho e fortalecimento do sindicalismo nos anos 1980. Para colocar o conhecimento teórico em prática, César propôs à turma a elaboração de um projeto de pesquisa de opinião, com o objetivo de traçar um perfil socioeconômico da população do bairro dos Pimentas. Sempre em grupos, os estudantes elaboraram questionários e saíram a campo, para entrevistar os vizinhos. Com os dados, montaram tabelas e gráficos e apresentaram os resultados aos demais colegas do Centro.

Os alunos se transformam

Pessoas tímidas, que mal se expressavam, tornaram-se descontraídos parceiros de bate-papo. A transformação da turma ocorreu em um semestre. “Muito dessa conquista se deve ao uso que fizemos do teatro”, explica. No decorrer do projeto, o professor pedia esquetes sobre o que havia sido estudado, estimulando a escrita e a expressão oral. A cada etapa o contrato de trabalho era revisto e adequado. Além disso, um diário individual foi preenchido e compartilhado com o professor.

(revista nova escola)

Como saber se seu aluno entendeu o que leu

Você sabe o quanto ler bem pode facilitar o desempenho escolar e a vida dos estudantes. Mas já se perguntou se cada uma das crianças e adolescentes de sua turma está realmente desenvolvendo a capacidade de ler, compreender e interpretar os textos? Há meios eficientes de verificar se as metodologias de ensino adotadas em sala de aula estão dando certo. “Meus alunos de alfabetização aprenderam a ler, conseguem selecionar textos e, com base neles, produzir seus próprios escritos”, afirma a professora Ângela Vidal Gonçalves, do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Os progressos alcançados pela turma dela durante este ano letivo são efeito de um trabalho criterioso e de avaliação constante.

Em qualquer série do Ensino Fundamental, a busca de resultados concretos pode levar à tentação de treinar com os estudantes, separadamente, habilidades como reproduzir informações ou estabelecer relações de causa e conseqüência entre as partes de um texto. Essa não é a estratégia mais adequada para a consultora em Língua Portuguesa Maria José Nóbrega, de São Paulo. “Não há por que treinar uma a uma as habilidades se a leitura é, por natureza, uma prática articulada”, afirma. Existem outros caminhos para capacitar e avaliar a turma.

Leitura em três níveis

Antes de ler o texto, diz a consultora, um primeiro passo é verificar o que os estudantes sabem ou têm curiosidade de conhecer sobre o assunto. Depois, examinar com eles o texto no conjunto e dar informações adicionais.

A leitura é mais do que “ler nas linhas” identificar as informações apresentadas e reproduzi-las. Isso a maioria dos estudantes faz. Para que dêem um passo à frente, as novas informações precisam ser integradas ao que já sabem.

Convém sempre ir chamando a atenção para a idéia principal do texto e seus desdobramentos. Isso encoraja todos a “ler nas entrelinhas”, ou seja, deduzir o sentido de expressões desconhecidas e ligar as várias partes do texto.

A compreensão deve ser o foco principal do professor. Se o texto for informativo, você pode levar os alunos a relacionar o novo assunto com os conhecimentos que já têm ou perguntar como a nova informação pode ser aplicada em outros contextos. A elaboração de esquemas e o fichamento ajudam a visualizar as relações entre as informações. No caso de um texto literário, é importante mostrar aos alunos os recursos expressivos empregados pelo autor.

Leitores críticos precisam também ler “por trás das linhas” avaliar o que foi lido por meio de comentários orais ou escritos. Você deve incentivar o grupo a verificar se as informações são confiáveis, consultar outras fontes, identificar a posição do autor e dar sua opinião sobre as idéias que ele transmite.

Formas de avaliação

Ao longo de todo esse processo, você consegue detectar os sinais dados pela classe e avaliar os resultados da leitura. Maria José recomenda escapar da armadilha das avaliações com questionários que pedem para o leitor “devolver” o que foi lido. “Isso leva a garotada a fazer a cópia do texto”, afirma. Melhor é solicitar ao aluno que exponha o tema por escrito com suas próprias palavras.

Você também pode verificar se houve desvio na compreensão do sentido original ao pedir para a criança expor oralmente o que leu. Se a tarefa solicitada à turma for a produção do esquema de um texto informativo, é possível verificar, com base na hierarquização das informações, se o leitor compreendeu a estrutura da obra e se empregou corretamente os conceitos. Uma terceira opção é, com base em um esquema montado pelos alunos, pedir que eles desenvolvam um texto e assim verificar se a interpretação está correta.

No momento da avaliação, é importante que você perceba se o estudante:

omitiu uma informação importante;

substituiu um termo por outro, modificando o significado do texto;

fez acréscimos incabíveis; e

alterou a ordem das informações prejudicando a compreensão.

Ler bem para escrever bem

No Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, a professora Ângela foi construindo meios de avaliar seus pequenos leitores da classe de alfabetização. Na sala de aula, há um acervo de livros que a turma leva para casa nos fins de semana. Na volta, em uma roda de leitura, todos compartilham as histórias, comentam sobre as ilustrações e avaliam o que cada colega contou. “Assim, verifico se eles compreenderam o que foi lido”, diz.

Outra rotina de Ângela é ler histórias de gêneros variados para as crianças e pedir que leiam para os colegas. Antes da apresentação, o aluno leva o livro para casa para treinar a leitura. Em sistema de rodízio, todos também lêem em classe os enunciados de exercícios das diversas disciplinas. Durante as leituras, qualquer dificuldade com o texto pode ser detectada de imediato.

As atividades de redação também são constantes. Foi a turma, por exemplo, que produziu os convites para a inauguração do clube de leitura. Para dar conta da tarefa, todos analisaram convites que trouxeram de casa e discutiram a linguagem e o objetivo de cada um até conseguir redigir o próprio convite. Durante o trabalho, Ângela observava e questionava as crianças para se certificar de que estavam compreendendo o que liam e depois redigiam.
Antes de a turma realizar uma pesquisa, Ângela faz um levantamento sobre o que todos querem saber e onde as informações devem ser procuradas. A garotada assinala as respostas no material pesquisado e depois faz uma síntese escrita do tema. Seja qual for o objetivo da leitura, no final há sempre uma conversa em grupo. “Assim, os resultados das estratégias de ensino podem ser testados na hora.” Quando detecta dificuldades nos alunos, Ângela tenta verificar se sua proposta foi adequada ou se é o caso de repensá-la.

(revista nova escola)